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MODELOS
O que é um modelo de relações internacionais?
A realização de Modelos de Organismos Internacionais ou Modelos de Organizações Multilaterais pode ser considerada uma prática recente no Brasil, contudo, no mundo eles têm uma história que remete à Liga das Nações, antecessora da Organização das Nações Unidas. O objetivo geral dos modelos das Nações Unidas é expor os estudantes ao ambiente diplomático encontrado nos foros nos quais é conduzida a política internacional. Constituem-se de breves conferências simuladas, com aproximadamente cinco dias de duração, nas quais alunos de diversas instituições de ensino reproduzem os procedimentos de negociação, tanto formais quanto informais, como observados no âmbito dos mais importantes organismos internacionais.
A participação ocorre por meio de delegações formadas por estudantes, denominados delegados, que buscam compreender a política externa do país representado e conceber estratégias e planos de ação, a partir dos quais negociam com aliados e adversários, solucionam conflitos, preparam projetos de resolução e aprendem as regras procedimentais da ONU. Os estudantes devem perfazer o trabalho de diplomatas da nação designada, atuando nos órgãos e comitês oferecidos pela organização do modelo. Assim, os membros de uma determinada delegação atuam em diversos foros, com tópicos de debate diferentes, utilizando regras de procedimento específicas. Iniciado o debate, os "diplomatas" negociam a respeito de questões pré-determinadas.
A importância da criação de modelos para a Baixada Fluminense.
A Baixada Fluminense é uma região bastante carente de acesso à educação de qualidade, saúde, transporte coletivo adequado, lazer e cultura. Na história da Baixada Fluminense, temos as marcas de algumas chacinas realizadas por grupos de extermínios, criando uma “imagem” de região perigosa. Contudo, com o desenvolvimento do tráfico de drogas e a criação de enclaves territoriais nos morros da cidade do Rio de Janeiro, passamos a nos perguntar: onde temos segurança? Um outro marco negativo para nossa região, são as enchentes. A falta de planejamento urbano, os problemas ambientais e o acúmulo de lixo nas ruas, intensificam esse problema, principalmente, no verão. Mas, precisamos alterar as imagens construídas ao longo dos anos por políticos desorientados, mal-intencionados, descomprometidos e corruptos, que se apropriam de práticas clientelistas, deixando nossas prefeituras falidas e implementando políticas de curto prazo, sem efeito social.
A implementação de temas relacionados às questões internacionais e o desenvolvimento de novas lideranças, faz parte de nossos objetivos. Um representante do povo tem que conhecer diversas realidades, identificar as causas dos problemas e principalmente, buscar soluções e muitas vezes, dentro de cenários extremamente adversos.
As distâncias sociais e geográficas de simulações como a ONU jr., o MIRIN e o SIMUN nos incentivaram a trazermos para a Baixada o nosso próprio modelo. Um modelo de sucesso. Em 2009, no primeiro ano do evento, com muitas dificuldades e ao mesmo tempo com a colaboração de várias pessoas e empresas, conseguimos realizar nosso sonho. Os delegados participantes adoraram e o FRINJ, hoje, é uma REFERÊCIA PARA A BAIXADA FLUMINENSE.
Segundo o geógrafo Milton Santos, aqueles que não se tornam competitivos, desaparecem. Os delegados do FRINJ possuem um enorme potencial, que será trabalhado e lapidado com o passar do tempo.
Organização FRINJ.
Escrito por: Victor Beñák.
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